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desde 1979

Um blog pessoal sobre várias visões: comida, cinema, música, alguma cultura, política e o dia-a-dia.

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The Purple Kid

por Luís Veríssimo, em 22.04.16

Le Prince est mort, vive le Prince!

1958-2016

Prince2.jpg

"Purple Rain" é o sexto álbum de estúdio de Prince, o primeiro com a sua banda "The Revolution", e é também o álbum da banda sonora do filme de 1984 com mesmo nome, de Albert Magnoli, que em Portugal ficou com nome "Viva a Música". Com este primeiro papel no cinema como actor, "o artista" é ele próprio, o The Kid (nome do seu personagem), que procura afirmar-se no mundo da música, tentando não ser mais um, mas um miúdo que seja e é, na verdade, diferente, único, um príncipe. Com a música "Purple Rain", que escreveu directamente para o filme, ganhou o Oscar para Melhor Canção Original em 1985. Com o álbum, e no mesmo ano, venceu dois Grammys, um para Melhor Performance Vocal em Grupo ou Duo Rock e outro para Melhor Álbum Composto Directamente para Filme o TV Especial. E assim se tornou único...

 

Fotogaleria: capas do Público e do Libération de hoje, 22 de Abril, e do The New Yorker de 2 de Maio de 2016.

 

Até logo

por Luís Veríssimo, em 11.01.16

David Bowie 1947-2015

 

Cinema | Bandas Sonoras | Os Oito Odiados (2015)

por Luís Veríssimo, em 05.01.16

Aviso: para ouvir enquanto se lê o post.

Quentin Tarantino está de volta. O seu mais recente filme, o oitavo, "Os Oito Odiados", "The Hateful Eight" no original, estreou nos EUA no dia de Natal, ainda a tempo de poder vir a ser nomeado aos Oscars, e estreia em Portugal a 4 de Fevereiro. No outro dia dei com banda sonora do filme no Spotify e adorei...

Tarantino é um cineasta completo, mesmo que às vezes algumas das experiências que faça possa, eventualmente, correr menos bem. É um cineasta completo porque, tendo o apoio e/ou a criação de outros, pensa tudo, todos os pormenores, desde a realização, passando pelo argumento, fotografia, montagem e até as bandas sonoras. Quase sempre com uma componente original e umas quantas músicas emprestadas a vários artistas, as bandas sonoras dos seus filmes são sempre extremamente cuidadas e perspicazes. As bandas sonoras dos seus filmes são peças por si próprias, que vivem e respiram livremente, não se livrando, de qualquer forma, de serem tarantinianas, mesmo sendo independentes.

O compositor italiano Ennio Morricone, que conta já com 87 anos, está por trás de praticamente todas as bandas sonoras dos filmes de Tarantino, da parte original e dos arranjos. Morricone é autor de muitas bandas sonoras emblemáticas, como por exemplo a do filme "O Bom, o Mau e o Vilão" (1966) de Sergio Leone. Foi através dos filmes de Leone que Morricone passou a ser conhecido e ficou para sempre colado aos chamados westerns spaghetti. As bandas sonoras que compõe e arranja são muito ricas e diversificadas, com referências à música clássica e às bandas sonoras de outros filmes, com voz subtis e dramáticas, levando até ao humor.

O filme "Os Oito Odiados" pode vir a revelar-se uma grande porcaria, mas a sua banda sonora é de uma eficiência dramática extrema, encorpada e sumarenta. Está, aliás, já nomeada para os Golden Globes e espera-se que também venha a ser para os Oscars.

Desafio: Quando eu era gaiato... parte 2

por Luís Veríssimo, em 19.08.15

Parte 2 do desafio começado na passada segunda-feira.

"Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be)" por Doris Day e Christopher Olsen numa cena do filme "O Homem Que Sabia Demais" (1956, Alfred Hitchcock).

11. Quando eu era gaiato... a minha mãe adorava ver televisão (enquanto fazia tricô, croché ou malha) e nós (eu e o meu irmão) também, víamos religiosamente séries como "Missão Impossível" ou "Espaço 1999".

12. Quando eu era gaiato... era frequente escapar-me à noite da cama para a sala para ir ver os filmes que davam durante a madrugada. Uma vez vi o "Alien" (o primeiro), fui apanhado (ou pelo meu pai ou pela minha mãe), quando regressei à cama tive um pesadelo, mas adorei o filme, ainda hoje é um dos meus filmes de eleição.

13. Quando eu era gaiato... o gosto de ver imagens em movimento era tal, que até ia ao cinema sozinho, ainda hoje adoro cinema e séries, vejo de tudo um pouco, para mim não é só um entretenimento, é quase um objecto de estudo, e continuo a ir ao cinema sozinho... confesso, sou um viciado.

14. Quando eu era gaiato... para além de gostar de ver filmes e séries, adorava ler, sobretudo banda-desenhada do Tio Patinhas e afins.

15. Quando eu era gaiato... adorava brincar com legos e carros, divertia-me a fazer construções e a destruí-las.

16. Quando eu era gaiato... brincava muito na rua, sobretudo num terreno atrás do nosso prédio que tinha umas caves e catacumbas, onde um dia furei uma perna com um ferro (é uma das minha cicatrizes).

17. Quando eu era gaiato... era tão traquinas que quando íamos visitar o meu pai a alguma das obras onde estava a trabalhar tinham que andar sempre de olho em mim, pois às vezes desaparecia. Uma vez um besouro (ou abelha ou moscardo) entrou-me pelo ouvido dentro, tiveram que o tirar depois de o afogarem em azeite, foi uma das minhas piores vivências.

18. Quando eu era gaiato... ia-me afogando, estou a exagerar, mas foi o que senti. Em pleno Inverno, numa travessia do Guadiana, estávamos nós os 4, mais umas pessoas e um tio meu, e ao sairmos do barco eu e o meu tio ficámos para o fim, ele estava atrás de mim e eu ia a sair quando escorreguei da borda e as três coisas que senti foram: um frio tremendo até à cintura, uma dor lacerante na parte da frente do pescoço e um sofoco imenso, tendo deixado de respirar (o meu tio conseguiu ter reação suficiente para me agarrar pela parte de trás da roupa).

19. Quando eu era gaiato... tive outras experiências, digamos que traumáticas, como por exemplo a morte da minha mãe, eu tinha 12 e o meu irmão 14.

20. Quando eu era gaiato... a morte da minha mãe veio quebrar a redoma onde eu e o meu irmão vivíamos e tornou-se o acontecimento que nos moldou e nos transformou. O que vivemos foi muito dramático.

Desafio: Quando eu era pequenino... parte 1

por Luís Veríssimo, em 17.08.15

O desafio é contar 50 coisas, factos, vivências sobre nós de quando éramos miúdos, garotos, pequeninos. O objectivo é dar-nos a conhecer. Vou transformar este desafio numa série de 5 posts, em que partilharei de cada vez 10 bombásticas (ou nem tanto) revelações...

 

 "Quando eu era pequenina" por Gisela João

  1. Quando eu era pequenino... passava a vida doente, era a doença em pessoa vá. Eram as crises de asma, foi a varicela, papeira e sarampo, eu sei lá mais o quê.
  2. Quando eu era pequenino... fui operado 4 vezes, incluindo ao apêndice, nenhuma das cirurgias foi estética.
  3. Quando eu era pequenino... devido ao facto de muitas vezes estar doente adorava brincar sozinho, mesmo tendo um irmão mais velho.
  4. Quando eu era pequenino... adorava brincar com os amigos do meu irmão (sempre me dei com pessoas ou mais velhas que eu ou mais novas, quase nunca da minha idade), ele detestava, claro.
  5. Quando eu era pequenino... eu e o meu irmão fartávamo-nos de andar à porrada, era a nossa "brincadeira" favorita em conjunto, o que deixava a nossa mãe furiosa.
  6. Quando eu era pequenino... era um castigo para comer, o que deixava a minha mãe... furiosa. Hoje em dia comer é um dos meus passatempos favoritos, tanto é que até um curso de cozinha tenho e grande parte das minhas memórias de infância estão relacionadas com comida, vá-se lá saber porquê.
  7. Quando eu era pequenino... tinha uma vizinha do lado (cabo-verdiana, mulata, casada com um angolano, branco, cuja filha deste detestava a madrasta "preta" e eu detestava esta mulher birrenta e ingrata), que adorava e que me ensinou a gostar de comida africana, comida condimentada, comida cheia de especiarias e pimentas, comida cheia de vida como ela.
  8. Quando eu era pequenino... brincava muito com uma outra vizinha do lado, mais nova uns 2 anos, que eu adorava, acho que foi a minha primeira paixoneta, sem saber o que isso era.
  9. Quando eu era pequenino... vivi em vários sítios, mas os que tiveram mais importância, não só por terem sido aqueles onde vivi mais tempo e de que guardo mais memórias, mas que tiveram uma importância tremenda na minha vida e que contribuíram para o que sou hoje, foram Setúbal e Ourique.
  10. Quando eu era pequenino... sofri muito quando tive que deixar Setúbal aos 14 anos e ir viver para Ourique, a minha sanidade estava em jogo e na altura era, para mim, a decisão mais acertada.

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