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desde 1979

Um blog pessoal sobre várias visões: comida, cinema, música, alguma cultura, política e o dia-a-dia.

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Cinema | Crítica | "Praia do Futuro"

por Luís Veríssimo, em 18.09.15

Praia do Futuro 1.jpg

 «"Aqui nesta cidade subaquática tudo para mim faz mais sentido. Eu não preciso me esconder no mar para me sentir em paz, nem preciso de mergulhar para me sentir livre.”, Donato (Wagner Moura).

“Praia do Futuro” (2014, Brasil e Alemanha) de Karim Aïnouz, que esteve presente na selecção oficial do Festival Internacional de Berlim em 2014 e competiu pelo Urso de Ouro, não é um filme fácil. Os silêncios são um dos pratos forte. Um filme brasileiro extremamente alemão, austero, conciso e lento. O que não é forçosamente mau. Mas neste caso onde fica a história e o que fica da história? É aí que reside a maior dificuldade do filme.

O melhor: a química entre Wagner Moura e Clemens Schick.

O pior: o pouco desenvolvimento da história e dos personagens.

3 estrelas em 5

O realizador Karim Aïnouz estará presente na sessão de abertura do Queer Lisboa 19, às 21h, de 18 de Setembro, esta sexta-feira, na Sala Manoel de Oliveira do Cinema S. Jorge.»

Ler o resto da crítica aqui, no dezanove, e ler tudo sobre o Queer Lisboa Dezanove aqui.

Vanity Fair

por Luís Veríssimo, em 16.09.15

Em Agosto de 1991 a revista Vanity Fair publicava uma das suas capas mais icónicas: Demi Moore ousou posar nua e grávida. A lente magistral de Annie Leibovitz fez da actriz um ícone da moda e do estilo, que ainda hoje perdura. Moore estava grávida de 8 meses da sua segunda filha, Scout LaRue Willis, fruto do seu casamento com Bruce Willis, haveriam de ter três filhas em comum. A ousadia valeu-lhe críticas, mas também rasgados elogios e o seu cachet para filmes aumentou consideravelmente.

Há dias, uma política portuguesa, Joana Amaral Dias (JAD), antiga deputada do Bloco de Esquerda, cabeça de lista por Lisboa pelo AG!R, coligação resultante dos partidos PTP e MAS, ousou fazer o mesmo: posar nua para a revista Cristina. JAD foi igualmente elogiada, mas sobretudo foi muito criticada. Dias depois  aparece novamente nua na cama da revista Vidas do Correio da Manhã. Para mim, o problema não é JAD se despir e se deixar fotografar nua para uma revista com o seu companheiro por trás. O problema é que a fotografia é má, a luz é má, os constastes são maus, as sombras são más, etc. A segunda foto nem merece comentários....

Eu próprio não faria melhor, mas eu não sou fotografo...

 

 

destaque #3

por Luís Veríssimo, em 16.09.15

destaque.JPG

Este humilde blog foi alvo de mais um destaque feito pela equipa dos Blogs Sapo. Já não sei se é o 3.º ou 4.º destaque (é a terceira vez que escrevo sobre o assunto). Desta vez foi o post em que digo "Eu já... fui agredido por um taxista.". Obrigado!

Mesmo ao lado, do lado direito está o destaque ao post sobre o civismo (ou a falta dele) no NOS em D'Bandada do blog Graforreia Intermitente, escrito pelo Jhonny M. e que, confesso, me dá muito gosto segui-lo e lê-lo. Parabéns Jhonny!

Eu já... #1

por Luís Veríssimo, em 15.09.15

Eu já... fui agredido por um taxista.

Um belo dia tive que apanhar um táxi e pedir ao senhor para me levar a determinado sítio por determinado caminho, era mais longe, mas eu precisava ir pelo caminho solicitado. Passados uns 100 metros o taxista vira para outro caminho. Disse-lhe que lhe tinha pedido outra coisa e que não a estava a cumprir. O homem muito senhor de si disse-me que por ali era mais perto e que era melhor e que ele é que sabia... O senhor parou o carro a meu pedido e ao sair disse-lhe que não ia pagar a corrida pois não tinha prestado o serviço que eu havia solicitado, tínhamos andado no máximo uns 200 metros... Já na rua sinto de repente uma mão a agarrar-me o casaco, a roupa e a balsa que levava e puxar-me para o chão. Não caí, levei umas pantufadas e defendi-me como pude. Não fiquei com marcas nenhumas, sou resistente. O homem assim que viu um polícia esfumou-se, não fiz queixa, não tinha a matrícula, não tinha nada. Ninguém das poucas pessoas que estavam na rua me ajudou... e isso foi o que mais me magoou.

Desafio proposto pela Mula aos habitantes da blogosfera e arredores.

O Filho da Mãe

por Luís Veríssimo, em 14.09.15

Ele, o filho da mãe, aos berros: Odeio-te! Odeio-te!

Ela, a mãe do filho, secamente: Ainda bem...

Ele, ainda mais irritado: Não preciso de ti! Ouviste? Não preciso de ti!

Ela, a conter a humilhação: Ainda bem. Eu também não preciso de ti...

O filho, o mais velho, discutia com a mãe, alto e bom som. Assomei-me à janela da cozinha que dá para o logradouro, tal era o barulho que vinha dois andares abaixo. O pai estava quedo e calado. Os três estavam em casa, só os três. O outro filho do casal, o mais novo, é raro ver-se, mudou-se há pouco. Também deixei de ver a cadela, linda, elegante, dócil, pachorrenta sempre bem tratada e cheirosa, dá gosto fazer-lhe festas. Outros vizinhos dos prédios ao lado também se assomaram. Um deles virou-se para mim e disse: "Era melhor chamar a polícia.". Não  lhe dei resposta. É o mesmo vizinho que ouve alto e bom som sempre o mesmo concerto ao vivo do Tony Carreira, às vezes às 6h da manhã. A discussão continuava, sempre no mesmo tom: o filho da mãe que odeia a mãe e que nada dela precisa, a mãe que não se importa com isso e  que até é um favor que lhe faz... Este filho tem uma loja na rua, é pacato, mal se ouve, cumprimenta sempre, diz "bom dia" e "boa tarde" e sorri ligeiramente.

De repente lá se ouviu o pai: Parem com isso! Parem com isso os dois! Calem-se! - O filho da mãe ainda balbucia qualquer coisa, a mãe ainda responde, mas o pai volta à carga: Parem com isso, por favor! Parem com isso! - E eles pararam. Testemunhado há umas semanas atrás numa bela soalheira manhã de domingo em que só apecetia estar na praia. Nunca antes havia ouvido uma discussão daquela casa. O prédio até pacato de mais... Nos dias a seguir a esta discussão, o filho da mãe pouco se deixou ver, a loja esteve de férias essa semana. A vida de todos voltou à vida de todos os dias...

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